Onde ficar e comer em Lima, Peru

Quando tomei conhecimento da realização de um  Simpósio sobre técnicas de Conservação de Patrimônio Cultural,  especialmente arqueológico, vi que chegara a hora de começar a conhecer a América latina que até então não me chamava muito a atenção. Comecei a planejar a viagem para o Peru.

Passados alguns meses, escrevo hoje diretamente de Lima. Chegamos dia 07, depois de um voo de 5 horas e um fuso horário de 3 a menos do que no Rio.

Planejar a viagem foi até fácil.  Um único país, uma semana, duas cidades. Lima e Cuzco.  Compartilharei minhas impressões de um país tão próximo e tão diferente do nosso.

Chegar em Lima é desanimador. Você cruza a área de desembarque e “trocentos” taxistas vem em sua direção oferecendo os seus serviços. É a partir daí que você tem que ficar esperto. Qualquer pessoa com um carro pode colocar um cartaz de taxi e sair por aí realizando este serviço. Existem as empresas regulares, com motoristas uniformizados e carros adequados. Sugiro que você pegue um taxi regular, é mais seguro. Mas não esqueça de negociar o valor da corrida. Em Lima não existe taxímetro, você negocia com o motorista o valor. Nós pagamos do aeroporto até o distrito de Miraflores, cerca de 20 minutos de carro, 45 Soles mas foi negociado, o taxista queria 60, um total absurdo já que um salário mínimo no Peru tem o valor de 6oo, ou seja, o motorista queria um décimo do mínimo. Negocie sempre, não tenha medo de ofender ou ter um serviço ruim, aqui no Peru pechinchar é um esporte.

Bom, embarcamos no taxi em direção ao hostal que reservamos em Miraflores. Parte do trajeto é feio de doer, o transito é o mais caótico que ja vi na vida e a poluição dá pra sentir na pele literalmente. Mas boas surpresas nos aguardam…

Chegando no hostal B&B Wasi Miraflores, que recomendo com carinho,  deixamos as malas e fomos dar uma volta pelo bairro, aqui chamado de distrito. Miraflores em nada se parece com o entorno do aeroporto. As ruas são limpas, floridas, organizadas, o comercio variado, lojas de grandes marcas como o Saga Falabella e lojas de handcrafts (artesanatos) espalhadas por todos os lados. O trânsito continua caótico, buzinas e avanços de sinal. Se você acha o trânsito da sua cidade complicado, venha ver o daqui. Preste atenção e siga o fluxo de pedestres.

Recomendo uma visita ao Larcomar shopping, fácil acesso, bons restaurantes, boas lojas (lá eu comprei meus amados alfajores Havanna com um precinho bem bacana!) e uma vista do Pacífico absurdamente linda! Apesar de Lima ficar no litoral aqui não tem essa cultura de “pegar um praia” no verão.

No centro de Miraflores existem diversos restaurantes e cafés. Se você preferir tem Mc Donalds, Pizza Hut, Burguer King etc e tal… no centro para o almoço eu recomendo o “El Parquetito”, restaurante em frente a praça principal.  Lá pode-se comer um ceviche caprichado, pechuga de pollo (filé de frango) com batatinhas fritas, duas cervejas “cusquenhas” e uma fatia da sobremesa típica, o crocante de lúcuma  por S/83 . Vale muito a pena, o serviço é bom, garçons super atenciosos e clima agradável.

crocante de lucuma (fruta típica da região)

Se a noite preferir algo mais leve, cafés e sanduicherias tem para todos os bolsos e gostos. Nós escolhemos a sanduicheria “la lucha” também próximo ao parque principal. Por S/37 nós comemos dois sanduiches tamanho G, dois sucos e uma porção de batatas fritas. Gostei!

Pra fechar este post: leve dólares para trocar por Soles, a moeda peruana. Casas de cambio tem em vários lugares. Troque no aeroporto somente o necessário para as primeiras despesas como táxi e alimentação. Em Miraflores a taxa de cambio saiu  muito melhor do que no aeroporto.

Vem mais por aí…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

%d bloggers like this: