O Porto, Ó pá!

Quando estivemos em Portugal a primeira vez, confesso que não me emocionou muito. Lembro que chegamos em Lisboa  num domingo à tarde, já cansados da viagem (viemos da Espanha de carro, com parada em Fátima e Évora) e deixamos para conhecer a cidade na segunda-feira. Pois é, muitos lugares fechados, pouco tempo para conhecer a cidade, enfim, bastante frustrante… Mas essa é outra história. Este ano, resolvemos conhecer o Porto. Aí sim!!!  Que graça de cidade! Pequena, aconchegante, com um povo super hospitaleiro, comida boa e barata e História, muita História. E ladeira, muita ladeira também…

Para conhecer o Porto, você tem duas opções: contratar aquele serviço turístico do ônibus vermelho ou correr a cidade a pé. Eu pensei que poderia com tranqüilidade andar, pelo menos, o centro histórico a pé. Mas não deu muito certo. Primeiro que o calor estava demais (37 Graus) e a quantidade de ladeiras é incrível, seria muito desconfortável  e cansativo. Compramos então o pacote de 48 horas do tal ônibus vermelho, que passava pelos principais pontos turísticos e dava uma esticada lá na praia que é um bocado longe do centro, além de fazer a travessia pela ponte para Vila Nova de Gaia, paraíso das caves e do famoso vinho do Porto. O preço era bastante justo: 13 Euros por 48 horas, podendo saltar e subir em qualquer ponto em que o ônibus parasse pela cidade. Era só mostrar o tíquete para ser carimbado pelo motorista.

E assim fizemos, com os tíquetes na mão embarcamos no ônibus e fomos para Vila Nova de Gaia, almoçar e conhecer pelo menos uma cave. Depois de fazer a travessia pela ponte Luis I, descemos logo ali, perto do ponto de saída dos barquinhos que fazem o passeio pelo rio Douro. Achar uma restaurante com bom preço e ótima comida não é difícil e almoçamos por ali mesmo, à beira do Douro.

Escolher uma ou mais de uma pode ser tarefa difícil dada a quantidade exorbitante de caves sem Vila Nova de Gaia. Eu recomendo que você visite apenas uma, pode ser uma que você já tenho ouvido falar ou que tenha escolhido por qualquer motivo, o vinho do Porto é  sempre muito bom, seja da cave que for. Nós escolhemos a Cave Graham’s, fica na parte mais alta de Vila, o acesso pode ser feito através de um ônibus gratuito de cor verde com o logotipo da Cave e que passa na Ribeira para pegar o pessoal e fazer a visitação. Como só soubemos da existência desse ônibus lá na Cave, subimos a pé até a entrada dela, deu um uns 20 minutos de caminhada seguindo as placas de indicação.

Para fazer a visitação e degustar dois tipos de vinho do Porto, você vai desembolsar 2 Euros. Vale a pena, a visita é guiada onde explica-se  a fabricação do vinho, a história da Cave e no final, a degustação. Não entendo “necas” de vinho, provei, achei forte. No entanto, gostei tanto do ambiente, da história da Cave, da maneira como o vinho está inserido na cultura dos portugueses que não resisti e comprei uma garrafa por 26 Euros. Tem outros tipos com preços mais interessantes. Pelo menos, uma garrafinha dá pra trazer, né?

Um lugar que eu queria visitar em Porto além dos lugares óbvios como a Catedral, a Torre dos Clérigos, a livraria dos Irmãos Lello e o mercado da Ribeira era a Fundação Serralves. Um museu de Arte Contemporânea com um jardim lindo. No domingo a entrada é gratuita de 09 às 13.

Dicas gerais para curtir a cidade sem gastar muito:

Onde comer: Bar do Piolho, ao lado do prédio da Reitoria da Universidade do Porto. É um dos onde a galera jovem se reúne. Funciona das 4 da tarde às 4 da manhã. Peça o prato típico chamado Francesinha que é um bifão com ovo, queijo, um tempero especial e batatas fritas.

Faça um passeio de Bonde chamado por lá de carro elétrico, custa 2,50 . Você vai gostar desse clima retrô.

Visite o mercado da Ribeira, mas só visite porque o vinho, o artesanato, o souvenir e a comida são muito caros. Você irá encontrar os mesmos produtos por preços melhores em lojas no centro histórico.

Visite a estação de Trem São Bento. É grátis e possui painéis de azulejos maravilhosos.

Igrejas tem aos montes, visite alguma para conhecer o trabalho de entalhe nos altares e os painéis de azulejos. Tudo grátis.

Subir a Torre dos clérigos custa 3,50. Eu não subi. Fiquei satisfeita com a visão externa.

Esqueça o McDonald’s  e vá comer bacalhau pelo menos uma vez. Os pratos individuais e muito bem servidos custam em média 10 Euros sem a bebida nos restaurantes do centro.

Como se locomover: a cidade possui ônibus e metrô. O táxi costuma não ser caro até porque as distâncias são pequenas.

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